Seis grandes vinhos de tirar o fôlego. Encontro Mistral 2014.

Vinícius Rioli, Karen Ferrari e Mastroberardino

Vinícius Rioli, Karen Ferrari e Mastroberardino

Respire fundo, conte até 10 e mergulhe no universo dos grandes vinhos. Ontem foi o último dia do Encontro Mistral (leia aqui), uma volta ao mundo através das garrafas. Começar a degustar é um tanto angustiante. A vontade que dá é de experimentar tudo e conversar horas à fio com os produtores para conhecer as histórias por trás dos rótulos. Mas é impossível. Para esse tipo de imersão, só mesmo visitando as vinícolas com calma. Há no entanto vinhos que falam por si só. Dispensam apresentação, informações prévias e explicações para encantarem. Basta adentrarem o nariz, a boca e… Uau! Verdadeiras obras de arte. Não é à toa que os exemplares aos quais me refiro ocupam hoje o hall da fama e são colocados no topo das classificações, avaliações e do bolso também.

É incrível a integração de açúcares, acidez, taninos e álcool, desses vinhos; as diferentes texturas. Essas e outras características são os motivos que fazem com que recebam o adjetivo “grande”. Os grandes vinhos são intrigantes e junto ao prazer, provocam o cérebro com questões inevitáveis. Como pode um líquido que um dia foi suco, junto com minúsculas borbulhas se transformarem em um creme macio? Como pode uma bebida extremamente alcoólica não demonstrar esse componente? Como pode um único vinho conter a mistura de tantos aromas e sabores, sendo que nenhum deles se parece com a fruta original? Como aceitar que o ingrediente de estilos tão diferentes, como o Champagne e o Madeira é o mesmo, a uva! Essa bebida é realmente intrigante. Mas uma coisa é certa. Além de terem o mesmo ponto de partida, a videira, há um outro fator comum à todos os grandes vinhos: o tempo. Um dos deuses mais lindos, parafraseando Caetano Veloso. Elemento cada vez mais raro e caro nos dias de hoje. A máxima “todo vinho envelhece” não é verdadeira. Grande parte dos vinhos atuais são elaborados para serem consumidos jovens. Não deixam de também surpreender, mas o que se encontra em uma garrafa envelhecida é sem dúvida uma experiência diferente.

Vamos então celebrar o tempo e caminhar pela lista dos 6 vinhos degustados na noite de ontem, importados pela Mistral e que ficarão guardados na minha memória para sempre.

La Grande Anné Bollinger 2002 Vintage Brut - Foto: www.thewinedoctor.com

La Grande Anné Bollinger 2002 Vintage Brut – Foto: www.thewinedoctor.com

1. La Grande Anné Bollinger 2002 Vintage BrutR$ 667,88 Região: Champagne / Composição: 63% Pinot Noir e 37% Chardonnay. Um Champagne é normalmente elaborado a partir de um blend de diversas safras e por isso não apresenta a indicação no rótulo. Alguns anos são presenteados pela natureza com uvas que beiram a perfeição. Nesse caso não são misturadas com safras anteriores e podem indicar o ano da colheita. São os Vintages. Nesse Bollinger tão especial encontrei no nariz aromas potentes e complexos que transitam por mel, amêndoas e tostados. Na boca, as minúsculas borbulhas parecem se unirem formando um creme macio que desprende essas mesmas notas dos aromas somadas à caramelo, com uma persistência sensacional. Mesmo depois do vinho não estar mais lá é possível senti-lo. Acidez em perfeita integração. Um sinônimo líquido da palavra elegância.

Notas do importador sobre o produtor: Verdadeira lenda do vinho francês, a Maison Bollinger é um dos grandes nomes de Champagne. Fundada em 1829, é uma das poucas casas merecer as máximas cinco estrelas de Robert Parker, que também a indicou como um dos “Melhores Domaines do Mundo”, em seu livro The World’s Greatest Wine Estates. De qualidade e consistência impressionantes, os exclusivos Champagnes de Bollinger são elaborados em quantidades artesanais – tão pequenas que, para se ter uma ideia, a produção total chega a ser cinco vezes menor que a das maisons da região de maior volume. Classe, corpo e complexidade são as marcas do estilo inconfundível de Bollinger, cuja excelência baseia-se, sobretudo, na qualidade de seus vinhedos de Pinot Noir, classificados como Grands e Premiers Crus. A Maison produz apenas duas assemblages: a Spécial Cuvée e a Grande Anné. A famosa Spécial Cuvée é talvez a melhor dentre todas as cuvées não safradas de Champagne, merecendo 94 pontos da Wine Spectator, que também a inclui em sua lista dos “100 Melhores Vinhos do Mundo”. A Grande Année, de minúscula produção, é a cuvée principal da Bollinger e compete com as cuvéees de luxo de Champagne, uma vez que o cultuado R.D. (Récemment Dégorgé) é considerado um vinho à parte, realmente raríssimo (quase uma “curiosidade” de tão incomum), em um estilo muito prórprio, que não encontra equivalentes. Bollinger já foi eleita pela revista Revu Du Vin de France a “Numero 1 em Champagne”, ficando à frente de todas as outras maisons da região. O respeitado guia francês Bettane & Desseauve também concedeu à Bollinger as máximas três estrelas. O Bollinger é o champagne preferido de James Bond e recentemente recebeu do governo francês o título “Enterprise du Patrimoine Vivant”, por sua dedicação na elaboração de vinhos artesanais de inigualável categoria – é a primeira casa de Champagne a receber tal reconhecimento.

Foster Jesuitengartnen Grand Cru Fass 63 Riesling 2003. Foto: Karen Ferrari

Foster Jesuitengartnen Grand Cru Fass 63 Riesling 2003. Foto: Karen Ferrari

2.    Foster Jesuitengartnen Grand Cru Fass 63 Riesling 2003 – R$ 333,38Região: Pfalz / Composição: 100% Riesling. Os brancos da Alemanha são apaixonantes. A casta (uva) Riesling muito bem adaptada ao país têm a capacidade de alcançar aromas mineiras, petroláceos misturados com flores brancas e toques frutados, como nesse Grand Cru. Uma experiência sensorial que vale a pena ser vivida. Encorpado, guarda a acidez típica dessa casta (uva), convidando pratos elegantes de frutos do mar. A leve doçura me leva a pensar que esse vinho casaria perfeitamente com uma lagosta carnuda banhada apenas por um fio de azeite, sem exagero de temperos.  Quem ainda guarda preconceito com relação aos vinhos alemães em função da fatídica garrafa azul que invadiu o comércio brasileiro alguns anos atrás, deveria rever a opinião e se entregar de peito aberto os vinhos desse pais. São completamente diferentes daquela referência. Acredite e comece por esse rótulo, um vinho muito especial nascida elaborado na barrica 63, daí o nome.

Notas do importador sobre o produtor: Weingut Dr. Burklin-Wolf é um produtor de imensa reputação e tradição, “o rei do Riesling seco alemão”, como definiu a revista francesa Gault&Millau. Fundada em Wachenheim, no século XVI, por Bernhard Burklin, a vinícola permanece desde então nas mãos da família, que é uma das maiores proprietárias de vinhedos finos da Alemanha. O conceito de terroir molda os fantásticos vinhos da propriedade, que classificou seus vinhedos após exaustivas pesquisas de acordo com a Classificação Bávara Real, de 1872, um sistema similar ao borgonhês. As terras encontram-se nas melhores localizações de Mittelhardt, que por sua vez, é a maior zona da reputada região de Pfalz. Dr. Burklin-Wolf possui a maior parte dos vinhedos mais bem classificados de Wachenheim, Forst, Deidesheim e Rupperstberg, incluindo a totalidade dos cultuados Gaisbohl, em Rupperstberg e Rechbanchel em Wachenheim. São terroirs únicos que dão origem a fabulosos Rieslings, em variados estilosm e que sempre recebem altas notas da imprensa especializada internacional – os melhores exemplares destacam-se entre os grandes vinhos brancos do mundo e atualmente desfrutam de uma nova fase de prestígio na Europa, Inglaterra e Estados Unidos.

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Puligny Montrachet 1er Cru Champ Gain 2006 (Faiveley). Foto: Karen Ferrari

3.    Puligny Montrachet 1er Cru Champ Gain 2006 (Faiveley) R$ 529,62 Região: Borgonha / Composição: 100% Chardonnay. Na foto não ficou registrado e não encontrei o vinho no catálogo, mas a versão disponível no site da Mistral é a 2006, portanto acredito que seja à essa safra que vou me referir. Estamos falando de 1 dos 17 Premier Cru dessa AOC (Appellation d’origine controlee) localizada na Côte de Beaune. Um vinho que deve ocupar o papel de protagonista quando a rolha for sacada e ser saboreado de joelhos. É impressionante a complexidade aromática e as constants transformações do líquido na taça. Encontrei notas de mel, minerais, tosatados, azeitonas e tenho certeza que continuaria encontrando outras notas se não tivesse que desgrudar da garrafa. Na boca, seco com um belo corpo macio e amanteigado com longa persistência. Completamente diferente de todos os chardonnays que já experimentei.

Notas do importador sobre o produtor: Um dos nomes mais reverenciados do vinho francês, Domaine Falveley é “uma das mais fantásticas fontes de vinhos de alta qualidade em toda Borgonha”, nas palavras dos maior especialista nos vinhos dessa região, o Máster of Wine Clive Coates. Produtor de imenso prestígio, Faveley é o maior proprietário de vinhedos finos da Borgonha, contando com um grande número de terrenos nas melhores localizações classificadas como Gran Crus e Premier Crus, incluindo diversos “Monoples”. Segundo Clive Coates, os tintos e brancos do Domaine Faiveley são “incrivelmente limpos, ricos, equilibrados e concentrados, sendo os melhores vinhos engarrafados manualmente, de maneira artesanal” e sem filtração. Fundada em 1825, a tradição de vinhos de altíssima qualidade do Domaine Faveley se estende por 7 gerações. A família sempre esteve convencida de que a qualidade dos vinhos da Borgonha era principalmente fruto do excelente terroir – e por isto dedicou-se a adquirir ótimos vinhedos desde o princípio. A vinificação busca expressar ao máximo as virtudes de cada denominação. Desde 2005 sob o comando do jovem e talentoso Erwan Faiveley, o domaine está em uma excelente fase, com vinhos cada vez melhores. O respeitado critico Stephen Tanzer, por exemplo, concedeu a mais alta nota entre todos os vinhos da Borgonha da extraordinária safra de 2009 para um vinho de Faiveley – o maravilhoso Corton Clos de Cortons 2009, que superou até mesmo os vinhos do Domaine de la Romanée Conti. Além de seus grandiosos vinhos na Cote d’Or – Como os emblemáticos Nuits-St-Georges – Faveley se destaca pelos excelentes Mercurey, que recentemente foram muito elogiados pela revista inglesa Decanter como estando entre as melhores relações qualidade/preço de toda Borgonha. Faiveley foi classificado como uma das melhores e mais confiáveis maisons da região pela revista. Mais de 80% de todos seus vinhos são elaborados com uvas de vinhedos próprios, uma verdadeira raridade mesmo entre os melhores négociants da Borgonha. A altíssima qualidade dos vinhos do Domaine Faveley tem motivado fantásticas notas de toda a critica especializada, colocando o produtor entre as maiores estrelas da Borgonha e de toda França.

Graham’s 20 years Old Tawny. Foto: Karen Ferrari

Graham’s 20 years Old Tawny. Foto: Karen Ferrari

4.    Graham’s 20 years Old Tawny US$ 132,90Região: Porto / Composição: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinta Roriz e outras. A primeira região de vinhos demarcada no mundo foi o Porto. Além disso, não recordo onde li, mas essa é a bebida prevista no protocolo inglês para os brindes oficiais à rainha. Essas informações somadas à idade desse vinho já diz quase tudo. A cor é castanha com muito brilho. No nariz uma mistura de “nuts” com um toque de casca de laranja muito madura. Na boca é doce, traz um grande corpo em harmonia com a maciez e final longo. O álcool não se nota apesar da alta graduação desse vinho fortificado: 20%.

Notas do importador sobre o produtor: A prestigiada família Symington, de origem britânica, é o maior proprietário de vinhedos na exuberante região do Douro – com 947 hectares divididos entre 27 propriedades. Lapida seus vinhos com cuidado artesanal impecável ao qual poucos podem se dar ao luxo. Há cinco gerações os Symington elaboram vinhos do Porto cultuados em todo o globo, que também estão entre os mais premiados da história, como o Graham’s e o Quinta do Vesúvio. Nas últimas décadas, descobriram a vocação de suas terras para brancos e tintos de muito caráter. Eles também foram pioneiros ao introduzir técnicas modernas de vinificação, como o controle de temperatura durante a fermentação, já nos anos 60, e ao usar lagares robóticos, em 2000. Além de lideres em vinhos do Porto Premium, os Symington produzem uma invejável coleção de ótimos tintos. O Chrysela é um vinho superlativo, criado em parceria com Bruno Prats, do Château Cós d’Estournel. Foi o primeiro tinto português a ser indicado para a lista dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” da Wine Spectator em 2004., conquistando 95 pontos. O excelente Post-Scriptum é segundo vinho de Chrysela. Elaborado com o mesmo rigor e dedicação à qualidade e que, segundo Parker, tem uma “belíssima relação qualidade/preço”. Na história Quinta de Roriz, adquirida em 2009, são talhados os ótimos Quinta de Roriz Reserva e Prazo de Roriz. O grandioso Quinta do Vesúvio é classudo, com clara aptidão gastronômica. Já a linha Altano é composta de brancos e tintos de qualidade excepcional para a sua faixa de preço e são sempre citados pela critica como tremendos “Best buys”. São todos vinhos inigualáveis, que traduzem o delicioso acento duriense e que trazem a chancela de Paul Symington, presidente do grupo, eleito “Homem do Ano” em 2012 pela revista inglesa Decanter.

Costassera Amarone della Valpolicella Clássico 2007

Costassera Amarone della Valpolicella Clássico 2007

5.    Costassera Amarone della Valpolicella Clássico 2007 US$ 185,90. Região: Valpolicella / Composição: 70% Corvina, 25% Rondinella, and 5% Molinara. O que eu tenho para falar sobre o Amarone? Tudo! Quem me conhece sabe: Amo Amarone. Acho esse tipo de vinho elegante, potente, com muita estrutura no corpo, equilíbrio e qualidade incríveis. Tudo isso se deve além das uvas, ao seu processo de vinifacação, o appassimento. Após a colheita as uvas são desidratadas reduzindo o percentual liquido e aumentando a concentração de componentes como açúcares e ácidos, o que por outro lado, compromete o rendimento, daí o alto preço. Passaria a tarde falando desse vinho, mas deixarei para a pessoa que me apresentou esse vinho no evento do Gambero Rosso de 2012 fazer isso no vídeo abaixo.

Notas do importador sobre o produtor: Nome de enorme prestígio na Itália, Masi elabora vinhos que estão entre os melhohres do país. A história de vinícola começa no século XVIII, quando a família Boscani adquiriu seu primeiro vinhedo na região de Valpolicella Clássico. Desde então, a azienda dedica-se à produção de vinhos que represntam o máximo de cada denominação do Veneto e acabou por criar estilos que se tornaram verdadeiros cássicos. Sandro Boscani é conhecido como o “rei do Amarone”. Seus fantásticos Amarones costumam receber os “Tre Bicchieri” do Gambero Rosso; o elogiado Mazzano ficou em primeiro lugar entre todoso os melhores Amarones já avaliados pela revista Wine Spectator, com 95 pontos na safra 1999. Os Valpolicella e Bardolino da vinícola também são muito superiores à média dessas denominações. Masi é o inventor da técnica “ripasso”, por meio da qual são produzidos seus ótimos Campofiorin e Brolo di Campofiorin. Pesquisador incansável, tem colaborado para o reconhecimento dos terroirs e das castas típicas do Veneto, além de elaborar novos vinhos, como o Grandarella, que segue o estilo do Amarone, mas utiliza também uvas Carmenére plantadas há mais de um século na região. O produtor ainda administra a balissima propriedade de Sergo Alighieri, que desde 1353 pertence à família do famoso Dante Alighieri. Ali produz vinhos de muita classe e tradição, entre eles, um excelente Amarone – o Vaio Armaron -, e o Pssessionee Rosso, que é uma espécie de “supervalpolicella”, concentrado e incrivelmente saboroso. Também se instalou em Mendoza, onde elabora alguns dos mais originais vinhos argentinos da atualidade. O delicioso Passo Doble é um tinto muito diferente, saboroso e cheio de personalidade – um autêntico “Campofiorin argentino”, talhado com vinhas velhas de Corvina Veronese (a principal uva do Amarone) e Malbec, plantadas em altitude. Jancis Robinson declarou-se encantada com esse tinto que, segundo ela, “é um vinho único, profundamente rico, combinando a pegada do Valpolicella com o toque sedoso da Malbec”. O Passo Blanco é outro tinto saboroso e original da Masi Tupungato – um corte de Torrontés, uva emblemática da Argentina, e Pinot Grigio, bastante popular na Itália, perfeito para acompanhar pratos com acento oriental ou mesmo como aperitivo.

 

Blandy’s Madeira Vintage Terrantez 1976. Foto: Karen Ferrari

Blandy’s Madeira Vintage Terrantez 1976. Foto: Karen Ferrari

6. Blandy’s Madeira Vintage Terrantez 1976 R$ 1.312,58Região: Ilha da Madeira / Composição: 100% Terrantez. Para encerrar a lista com chave de ouro, um vinho mais velho que eu! Assim como o Vinho do Porto, os vinhos da Madeira são também fortificados O que dizer desse vinho com quase quarenta anos, sendo 21 deles um longo período de descanso em barrica de carvalho americano? Esplêndido! Começando pela cor que já passou o âmbar e se tornou castanha. Uma enorme licorosidade que escorre lentamente pelas paredes da taça. No nariz, um presente: aromas intensos de tostados e frutas secas que se repetem na boca doce. A acidez ainda está lá, viva e a persistência é longa.

Notas do importador sobre o produtor: Melhor produtor de vinhos da Madeira, representado máximo da nível atingido por esse tipo de vinho. O Sercial é seco e o Verdelho é meio seco, enquanto o Bual é meio-doce e os Malmsey são doces (rich). Já o raríssimo Terrantez tem um estilo entre o Verdelho e o Bual. O 15 Years Old Malmesey ganhou “Gold Medal” no International Wine Challenge 98, em Londres. Em uma recente prova Jancis Robinson concedeu a nota máxima a um Malmsay da safra de 1880 que – apesar de seus 130 anos de idade! -, ainda estava “jovem”m segundo a critica de vinhos inglesa, sendo capaz de evoluir por mais 30 anos, pelo menos. O Bual 10 anos, por sua vez, arrematou a excelente nota 17,5/20, sendo descrito como “incrivelmente prazeroso”.