Dica de livro: A Fúria das vinhas. Uma ficção sobre vinhos com personagens reais.

Foto: Karen Ferrari

Foto: Karen Ferrari

A Fúria das Vinhas de Francisco Moita Flores é o livro perfeito para os dias de sol na praia, piscina, na grama ou onde quer que você escolha aproveitar o verão no próximo final de semana.

A leitura é leve, fácil e muito rica em termos de informações sobre os bastidores do vinho. A trama intrigante faz o livro terminar em duas sentadas. “Uma história emocionante passada nos socalcos do Douro no tempo em que se abriam as portas da ciência e do conhecimento.”

Apesar de se tartar de uma ficção (pois o autor trabalhou na área de investigações criminais da Polícia Judiciária portuguesa), a paisagem, o pano de fundo histórico, as personagens e as discussões são reais. A narrativa se passa em Portugal às margens do rio Douro, a primeira região de vinhos demarcada no mundo (mérito do Marquês de Pombal), em um tempo em que a relação com a Inglaterra era muito próxima em decorrência da produção e comércio do Vinho do Porto (a bebida que consta no protocolo britânico como o brinde oficial à rainha). Ao longo do enredo vamos passeando pelas diversas vilas onde as uvas são plantadas e onde o vinho era e continua sendo produzido. Para quem já visitou esse lugar considerado Patrimônio Mundial pela Unesco, poderá matar a saudade de alguns dos pequenos vilarejos que são citados ao longo da trama.

Foto: Karen Ferrari

Foto: Karen Ferrari

A história “Narra a epopéia da luta contra a filoxera, uma praga que,  na segunda metade do século XIX, ia destruindo definitivamente as vinhas do Douro” (e do mundo inteiro). Como convencer o povo rural português de que a praga não se tratava de uma maldição divina e que poderia ser solucionada por meio da ciência? Um lindo relato sobre a cultura e o vinho, em tempos em que a Igreja Católica respondia à todas as questões da vida, da existência e claro, do vinho!

A heroína da história é uma personagem real muito conhecida no universo dos vinhos portugueses: D. Antónia Adelaide Ferreira, conhecida como a Ferreirinha. A mulher que assumiu os negócios de vinhos da família sempre mantendo seus laços estreitos com a terra e com as pessoas que trabalhavam para ela. Para quem não sabe, o Barca Velha (um dos vinhos portugueses mais caros existentes no comércio hoje) é uma produção da Casa Ferreirinha, essa vinícola que hoje se transformou em uma das marcas do portifolio da Sogrape, a maior empresa de vinhos de Portugal. (Saiba mais aqui)

O meu exemplar foi comprado no aeroporto de Lisboa, mas encontrei na Amazon ( Clique aqui). Aproveite a dica e tenha uma ótima leitura.


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