Solteiros são os que mais consomem espumantes no Brasil

MoetChandon-Advertising-Campaign-Starring-Scarlett-Johansson-by-Tim-Walker_ad2Os vinhos espumantes estão históricamente associados à sedução (leia aqui). Hoje na comunicação, enquanto os outros estilos como os tintos, brancos ou rosados falam em sua maioria sobre tradição, pontuações adquiridas, riqueza do terroir, etc., o universo das borbulhas se comunica com mais leveza. A atual publicidade de diversas marcas se assemelha à campanhas de perfume. O charmoso James Bond, por outro lado, mostrou como as borbulhas não são exclusividade feminina celebrizando a Bollinger no cinema. Aqui no Brasil a categoria de vinhos ainda é pequena se comparada à outros países. A tecnologia, porém, traz informações e nos põe em contato com hábitos de outras culturas. Sendo assim, mesmo que o líquido que estiver na taça de um brasileiro não seja um vinho da região da Champagne, ao ver borbulhas a associação com todo esse repertório é natural.

bollinger

Seria essa a explicação? O alto teor do componente sedutor o motivo para os solteiros consumirem mais espumantes? A Revista Brasileira de Viticultura e Enologia de setembro desse ano divulgou um estudo sobre o perfil do consumidor de espumantes no Brasil que encontrei através do blog Portal Vitivinicultura. O bloco que compreende os solteiros (47,7%), divorciados (8,1%), separados ou desquitados (1,8%) e viúvos (0,5%) correspondem a 58,1% do total de consumidores. Os jovens entre 18 e 35 anos correspondem a 58,8%. Esse tipo de vinho ainda reina nos momentos de consumo associados à celebrações, mas 73,9% das pessoas responderem consumi-lo devido ao “Prazer (gosto) que a bebida me proporciona”. Veja as tabelas abaixo. Quem quiser ler o estudo na íntegra é só baixar aqui. O estudo foi elaborado por Leandro Correia Ebert (UFSM – Santa Maria – RS) e Franciele Nunes Marques (Centro Universitário Franciscano – Santa Maria – RS).

 

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

 

 

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

 

 

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

 

 

 

 

 

 

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

 

 

 

 

 

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

Fonte: Revista Brasileira de Enoviticultura e Enologia / Ano 6 / Set 2014

 

 


  1. by Leandro C.Ebert on 9 de outubro de 2014  19:01 Responder

    Olá,
    Sou um dos autores desse trabalho, obrigado pela postagem!
    Só observo que foi pesquisado o estado civil dos consumidores e não o "status" do facebook, hehehe

    Mas com isso quero dizer que a pessoa pode estar "namorando", por exemplo, mesmo tendo o estado civil "solteiro".

    Também ressalto que poderia ser citado os nomes dos autores, os créditos, eu ficaria grato.

    Mas é uma bela reflexão, realmente o percentual de solteiros, incluso separados e etc., mesmo que estejam em um relacionamento, é maior do que o de casados ou em união estável! Será que após o casamento a tendência é de diminuir o consumo de espumantes?? Ou seria pelo fator de a maioria ser de jovens, que saem e fazem mais festas que os casados?

    Abraço!

  2. by labSommelier on 15 de outubro de 2014  08:44 Responder

    Olá Leandro, tudo bem? Prazer te conhecer. Antes de mais nada quero te pedir desculpas pela não menção dos autores do trabalho. Corrigirei isso já! Tenha certeza de que não agi de má fé. Sempre me preocupo em colocar as fontes, note que há um link em bold para a revista onde foi publicado o artigo original e outro para o blog onde encontrei a informação, além de legendas nas tabelas.

    Com relação ao comportamento de consumo, acho que muitas vezes os estudos quantitativos nos ajudam a elaborar mais perguntas, principalmente em se tratando de comportamento. Esse tipo de estudo nos deixa em dúvidas com relação à questões importantes como a interpretação do estado civil, pauta da nossa conversa. As respostas também podem trazer desvios, sabemos que muitas vezes as respostas se constroem a partir da imagem que as pessoas querem transmitir e não de um retrato comportamental. Talvez estudos etnográficos elaborados à partir das hipóteses encontradas nas quantitativas possam nos ajudar ainda mais a compreender o comportamento de consumo de espumantes. Infelizmente ainda não encontrei nenhum estudo assim nacional, você conhece algum? De qualquer forma, fiz esse preâmbulo no post viajando no tempo e mostrando como foi que a Champagne ganhou espaço como bebida e comportamento na sociedade francesa, além da associação do estudo com a comunicação da categoria, pois esses são recados que as pessoas recebem das marcas com frequência: uma bebida para seduzir e para celebrar. É claro que não é só isso. Creio que a relação das pessoas com os espumantes seja mais diversa, mas para afirmar categoricamente, precisaria ir à campo novamente! Agradeço a visita ao blog e a divulgação do seu trabalho. Não há tantos estudos sobre comportamento dos consumidores na categoria de vinhos como há em outras, portanto seu estudo tem grande importância para todos nós que trabalhamos com essa bebida. Abraço!

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